Ausência de iluminação é um dos problemas relatados pelos habitantes da Cidade Universitária II
Por Matheus Segal
O bairro Cidade Universitária II, próximo à Unicamp, pode ser uma excelente escolha para moradia em Campinas. Arborizado, tranquilo e próximo de instituições de ensino, hospitais, e rodovias, o local pode ser ideal para uma família que deseje conforto e serenidade. É justamente assim que os atuais moradores descrevem o bairro, porém, com um adendo, a falta de segurança.
A engenheira Maria Fernanda Costa, de 26 anos, se mudou há pouco tempo e disse já temer em relação à segurança. “Eu e meu marido nos mudamos na semana passada e na tarde de ontem [dia 6 de novembro] ocorreu um assalto muito próximo, na Rua Gustavo Rodrigues Dória. Parece um local bacana, mas confesso que ficamos um pouco assustados” revelou. Moradora da rua em que aconteceu o delito, a médica Fernanda Gil, de 45 anos, também ressaltou o problema. “É minha preocupação de número um, dois e três”, garantiu.
Outro casal morador do bairro apresenta opiniões não muito semelhantes. Nilton Giachetta Filho e Maria Isabel moram na Cidade Universitária II desde 2000 e garantem não sentir insegurança no local. “Acontece às vezes, mas não só aqui. Se compararmos com o restante da cidade, com certeza é seguro. Ficamos atentos para sair a noite, pois não estamos em condomínio fechado, mas não existe nada fora do comum”, afirmou Nilton.

“Nós participamos do programa da Polícia Militar, o Vizinhança Solidária, e ainda fazemos parte da associação PróBairro. São redes de ajuda que propiciam um ambiente mais seguro para os moradores. Porém, é claro que existem crimes ocasionais, na sua maioria, furtos. Creio que a única coisa que poderia melhorar é a iluminação. Na parte da noite, fica muito escuro” ressaltou Maria Isabel.

Segundo o vereador de Campinas Pedro Tourinho, do PT (Partido dos Trabalhadores), a Cidade Universitária II tem uma média de 1,5 furtos de carros por mês. Morador do bairro, ele tem 37 anos, é médico e professor de medicina da Puc-Campinas, e enxerga que o problema seja crônico. “Esses tipos de delito acontecem em toda cidade. Considerando tal fato, acredito que a situação aqui não seja das piores”, apontou. Ele ainda criticou outro aspecto relacionado ao bairro.