Moradores da Cidade Universitária II divergem em relação à importância das pistas
Por Daniel Caravetti
O bairro Cidade Universitária II vai receber a mais nova ciclofaixa da cidade de Campinas até o final do ano de 2019, segundo a Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas), responsável pelas obras. As pinturas já foram iniciadas, principalmente na Av. Dr. Luís de Tella, que terá trechos ciclísticos ao longo de todo seu percurso.

Segundo o Plano Cicloviário da cidade, disponibilizado no site do órgão, além da Av. Dr Luís Tella, outras cinco vias devem receber ciclofaixas. Uma delas é a Rua Dr. Plínio do Amaral, onde o percurso para bicicletas deve se estender até as proximidades do Centro Médico de Campinas. Outra é a Rua Dr. Mário de Nucci, onde a ciclofaixa se unirá com um trecho já existente, ao lado do campo da Faculdade de Educação Física da Unicamp, na Rua Dr. Francisco de Toledo.
As demais ruas são a Dr. Alcindo Soares, Hélio Leonardi e Francisco Humberto Zuppi. Todas as vias citadas foram listadas como rotas que estavam em avaliação técnica para implantação de uma ciclofaixa, na última atualização do Plano Cicloviário da Emdec. Portanto, os novos trechos farão parte do Sistema Cicloviário do Distrito de Barão Geraldo, e portanto, de Campinas também. Na última relação, Barão Geraldo possuía cerca de 2 km, enquanto o município tinha 180 km de malha cicloviária.

Porém, antes mesmo da finalização do percurso na Av. Dr. Luís de Tella, já foram feitas críticas e elogios à ciclofaixa. Gabriel Querion, estudante de 21 anos, se animou com a novidade. “Acredito que vai ser importante. Com certeza vou passear de bicicleta durante os finais de semana e quando precisar de serviços próximos à Unicamp” disse.
Já as críticas vieram por parte do vereador de Campinas Pedro Tourinho, do PT (Partido dos Trabalhadores). Ele tem 37 anos, é médico e professor de medicina da Puc-Campinas, além de morador do bairro Cidade Universitária II. Segundo o vereador, a ciclofaixa não será tão útil na questão do transporte.
“Acho que aqui se encaixa mais como uma opção de lazer do bairro, que é positivo. Porém, acredito que tais investimentos deveriam ser feitos com foco no transporte de pessoas, ou seja, interligando moradias e locais de trabalho, como acontece em demais locais” opinou. Pedro Tourinho ainda comentou outros aspectos do bairro, como a segurança.